Desktop as a Service pode ser alternativa ao público gamer

Haroldo Jacobovicz
2 min readMar 28, 2024

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Você sabia que, atualmente, 73,9% da população brasileira afirma jogar algum tipo de jogo digital? O dado é da 11ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), um levantamento que traz informações sobre comportamentos e hábitos de consumo do público gamer do país. O percentual deste ano é 3,8% maior que o observado em 2023 (70,1%) — resultado que, segundo a PGB, demonstra a consistência sobre o consumo de jogos digitais no Brasil.

Essa indústria também impulsionou uma nova forma de consumir jogos, o GaaS — Game as a Service, modelo de negócios que tem crescido bastante. O propósito dessa modalidade é manter o jogador engajado por um tempo que vai além do contato ou compra inicial de um game. Isso porque, nesse caso, os desenvolvedores dos games oferecem, de forma constante, novos conteúdos aos seus consumidores, o que inclui novos recursos, atualizações, correções de bugs, adaptações com base no feedback dos jogadores e até a participação em eventos especiais.

Ou seja, o GaaS possibilita que o jogador desfrute, constantemente, de novidades dentro de um game mediante pagamento por assinaturas, mensalidades, aquisição de itens específicos, compra de lançamentos etc. Trata-se de uma nova experiência dentro da indústria — mas, também é uma experiência que só pode ser vivida em sua plenitude se o jogador contar com a estrutura adequada para isso.

Como os jogos são cada vez mais complexos, com imagens em altíssima resolução, movimentos muito rápidos e inúmeros comandos, eles exigem equipamentos robustos e placas de aceleração gráfica potentes para rodar com qualidade. Essa demanda fez surgir um mercado especializado em atender o público aficionado em jogos on-line, com uma infinidade de computadores, periféricos e acessórios gamers.

Em outras palavras: um gamer precisa de um equipamento físico com as configurações necessárias — capacidade de processamento, quantidade de memória, espaço em disco, dentre outras especificações — para rodar, com qualidade, tudo que o desenvolvedor oferece. Equipamento de alto custo e sujeito à obsolescência ao longo do tempo.

É aí que o modelo de Desktop as a Service (DaaS) pode ser uma alternativa mais econômica, prática e acessível. Essa é a forma técnica de nos referirmos ao computador virtual — trata-se de uma variação da modalidade de negócios chamada de “Everything as a Service (XaaS)” que, em português, significa Tudo como Serviço.

A Arlequim, empresa da qual sou cofundador e presidente do Conselho de Administração, está testando modelos de DaaS compatíveis com os games mais populares do Brasil. O plano é lançar novidades no mercado ainda este ano.

Se você se interessou ou ficou curioso, dê uma olhada na área dedicada a pessoas físicas no site da Arlequim Technologies para entender um pouco mais sobre a proposta e pedir para ser avisado quando a novidade estiver disponível.

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Haroldo Jacobovicz

Engenheiro Civil, Empresário e Investidor Brasileiro. Fundador da Arlequim Technologies S/A | Curitiba, Paraná Brasil | http://haroldojacobovicz.com.br/