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O aumento do lixo eletrônico e as consequências ao redor do mundo

Em meados de 2021, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) — Escritório Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e agência especializada em saúde das Nações Unidas — reportou um alerta para o aumento do lixo eletrônico no mundo e para os impactos desse lixo.

O relatório da Opas informou que “o volume de lixo eletrônico cresceu 21% nos cinco anos até 2019, quando 53,6 milhões de toneladas métricas de lixo eletrônico foram geradas”, de acordo com a Global E-waste Statistics Partnership (GESP).

A Opas também chamou a atenção para o fato de que somente 17,4% do lixo eletrônico produzido em 2019 chegou a instalações formais de gerenciamento ou reciclagem. “De acordo com as estimativas mais recentes da GESP, o restante foi despejado ilegalmente, predominantemente em países de baixa ou média renda, onde é reciclado por trabalhadores informais”, acentuou a Organização.

O Escritório Regional para as Américas da OMS projeta, contudo, ainda mais crescimento, considerando que o uso de equipamentos eletrônicos está aumentando — “junto com sua rápida capacidade de ficarem obsoletos”, pontuou a Opas.

Ainda, “a coleta e a reciclagem adequadas do lixo eletrônico são essenciais para proteger o meio ambiente e reduzir as emissões climáticas”, enfatizou a Organização Pan-Americana da Saúde. O que acontece é que quando os eletrônicos são descartados incorretamente — em lixões, por exemplo — podem liberar substâncias tóxicas (como mercúrio, chumbo, cádmio, dentre outras) na água, no solo e no ar. E essas substâncias podem contaminar a fauna e a flora, bem como ser prejudiciais à saúde.

O tema da redução da produção de lixo eletrônico está no radar de várias empresas ao redor do mundo e vem inspirando modelos de negócios inovadores e disruptivos. É o caso da Arlequim Technologies que propõe uma abordagem diferente do computador pessoal. Com a metodologia Arlequim, não é o ano de produção, fabricante, modelo ou marca que determinam a performance do equipamento, mas sim a capacidade virtual embarcada.

A startup defende que para ter um computador novo, não será mais preciso ir a uma loja física ou online. A pessoa poderá manter seu equipamento atual e contratar um computador virtual Arlequim de forma fácil e rápida, escolhendo a capacidade de processamento, quantidade de memória e espaço em disco. Assim, o equipamento que precisaria ser trocado a cada dois ou três anos vai funcionar por muito mais tempo e com alto desempenho — contribuindo, desta maneira, com a diminuição do descarte do lixo eletrônico, com a economia de recursos e com a preservação do meio ambiente.

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Haroldo Jacobovicz

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