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Obsolescência programada e o lixo eletrônico

Obsolescência programada, também conhecida como obsolescência planejada, é uma prática da indústria para estimular o consumo de eletrônicos. Trata-se de planejar um tempo determinado de duração ou definir um período a partir do qual o dispositivo eletrônico começa a funcionar com menos eficiência.

Em conteúdo sobre o tema, o portal de educação Brasil Escola atribui a disseminação do fenômeno ao processo de globalização, mas aponta que sua origem pode estar associada à Grande Depressão de 1929. Neste período, segundo o portal, tornou-se popular entre os fabricantes o jargão ‘Um produto que não se desgasta é uma tragédia para os negócios’.

Além da obsolescência programada, existem as chamadas obsolescência perceptiva e obsolescência técnica ou funcional. A primeira acontece quando são lançados novos produtos no mercado, com design inédito, o que faz com que os consumidores entendam que os produtos anteriores estão desatualizados — e, consequentemente, desencadeia o desejo de troca. Já a segunda envolve fatores como o surgimento de produtos com tecnologia superior, em geral, mais eficientes; ou, até mesmo, a falta de peças de reposição e o preço elevado do reparo, o que torna mais vantajoso a compra de um produto novo.

Esse comportamento da indústria e do consumidor gera um descarte cada vez maior de equipamentos e contribui para a alta na geração de lixo eletrônico no planeta que é prejudicial ao meio ambiente.

É consenso entre os especialistas em tecnologia e mercado consumidor que campanhas de conscientização sobre as consequências do consumo desenfreado são fundamentais. A adoção de medidas para combater à obsolescência programada é outra frente importante e algumas empresas já vêm fazendo a sua parte ao criar modelos de negócios inovadores e disruptivos.

É o caso da brasileira Arlequim Technologies que propõe uma abordagem diferente do computador pessoal. O computador virtual Arlequim amplia a vida útil de computadores comuns, turbinando a performance do equipamento físico desatualizado que seria descartado em pouco tempo. Ou seja, o cliente Arlequim pode manter o seu equipamento atual e escolher a sua capacidade de processamento, a quantidade de memória, o espaço em disco e fazer as alterações que precisar ao longo da utilização.

Por meio deste modelo de negócios, a empresa contribui coma redução do lixo eletrônico no planeta, ajudando na preservação do meio ambiente e no consumo consciente.

Para saber mais sobre a Arlequim Technologies, acesse o site da startup.

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Haroldo Jacobovicz

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